Dicas de Navegação - Barcos e Infláveis



Um inflável jamais afunda, mas isso não quer dizer que se possa sobrecarrega-lo, porque ele pode virar.
Os infláveis com fundo rígido de fibra de vidro navegam bem melhor que os de fundo flexível, de tecido.


O bote de apoio deve estar sempre cheio. Ou seja, pronto para ser usado em uma emergência.

Num inflável, o que conta são as medidas internas do barco, não as externas, porque as câmaras de ar ocupam muito espaço.


Infláveis pequenos podem capotar, se o seu motor de popa for muito pesado.

Cuidado com objetos pontiagudos dentro do inflável, apesar de a maioria dos infláveis possuírem mais de uma câmara de ar, a navegação ficara muito comprometida.

 


Cascos




Para tirar o casco da fôrma, os estaleiros usam desmoldantes, que devem ser removidos completamente antes da primeira aplicação da tinta anticracas.
Ao pôr o barco na água após a primeira aplicação da tinta anticracas, recomenda-se passar uma esponja, grossa ou luva de pescador no casco para ativar a tinta.

Cascos de alumínio não podem ser pintados com tinta à base de cobre ou outro metal. Em vez de proteger, eles corroem o alumínio.

Há processos de laminação com fibra de vidro específicos para a madeira, para evitar que haja infiltração de água e ela apodreça.

Bolhas no casco abaixo da linha d’água na laminação.

Bronzeadores são os piores inimigos da pintura do barco. Proíba o seu uso a bordo. Quanto aos protetores solares, nada contra. Muito pelo contrário. Use!!!

Se bater numa pedra com a quilha de um veleiro, tire os paneiros em torno da fixação da quilha e observe se há trincas na laminação. Se houver, não volte a navegar antes de saber se será preciso refazer a laminação.


Cabos e nós

Nunca se aproxime de um cabo muito esticado, se ele estourar, pode machucar.
Proteja os cabos de atritos, não deixando que sejam arrastados pelo chão, por exemplo. Nos pontos de contato mais intenso, envolva-os com mangueiras plásticas. Evite também que entrem em contato com graxas, solventes e combustíveis.


Para que os cabos não se desmanchem, dê um acabamento nas pontas, com fita adesiva, fogo ou enrolando-os com outro cabo mais fino (fazendo uma falcaça).

Nos veleiros, o diâmetro da roldana de desvio de um cabo torcido deve medir pelo menos dez vezes mais que o do cabo. Mas se o cabo for de aramida (kevlar), ele tem que ser 24 vezes maior.

Os nós mais usados são: volta de cunho (para amarrar um cabo a um cunho), lais de guia (para fazer alças e prender o cabo em qualquer lugar), nó de defensa (para qualquer tipo de amarração) e nó de escota (para emendar cabos de bitolas diferentes).