Compensação

No seu seu conjunto, o organismo humano está preparado para suportar enormes pressões, porque é composto de sólidos e líquidos que são praticamente incompressíveis.


Como já vimos os limites do mergulho livre são decorrentes dos fenômenos que provocam a redução de volume das cavidades. Quando o volume de ar contido nos pulmões fica reduzido pelo efeito da pressão hidrostática a um volume mínimo, provocando o fechamento dos alvéolos, nosso mergulho profundo está terminado e temos de voltar. Se insistirmos em prosseguir, todo o sistema entra em depressão, e dai pra frente vamos enfrentar sérios problemas barotraumáticos.


O fenômeno que permite durante o mergulho compensar nos pulmões a pressão hidrostática é espontâneo e se processa por meio da redução do volume pulmonar, facilitado pela contração da caixa torácica. A caixa torácica contorna a maior cavidade aérea, representadas por um conjunto de canais pelos quais passa o ar.


O ouvido médio é separado do ouvido externo por um canal munido de uma membrana timpânica, medindo cerca de 09 milímetros de diâmetro e dotada de uma limitada elasticidade.


Além de 03 ou 04 metros de profundidade, teremos um processo progressivo de traumatização do tímpano, caracterizado por fortes dores. Poucos indivíduos privilegiados conseguem compensar os tímpanos espontaneamente, enquanto a maioria são obrigados a fazer a manobra de compensação, que consiste em apertar o nariz fechando as fossas nasais, mantendo também a boca fechada, e, com uma contração pulmonar, gerar uma pressão interna superior à hidrostática, que facilita a abertura das trompas de Eustáquio. A primeira compensação deve ser executada logo no inicio do mergulho, sem esperar alcançar uma profundidade que possa criar uma diferença, prejudicial à abertura das trompas. Durante a descida teremos de efetuar várias compensações de acordo com as profundidade, os intervalos necessários entre uma compensação e outra serão menores nas proximidades da superfície, aumentando progressivamente com a profundidade.


Fontes : Super Sub (Santarelli) / Caça Sub - Fundamentos e Técnicas


 



Capacidade pulmonar

1 - Volume Residual - O ar contido neste espaço fica contido nos pulmões mesmo após uma expiração máxima (contém ar viciado).

2 - Volume de Reserva Expiratória - Usado somente quando aumenta o volume de ventilação, na respiração normal é ocupado por ar viciado.


3 - Volume Corrente - É o volume de ar que se movimenta no ciclo respiratório normal, ou involuntário, em repouso.


4 - Volume de Reserva Inspiratória - Usado somente quando aumenta o volume de respiração (hiperventilação)

Volume de Reserva Expiratória + Volume Corrente + Volume da Reserva Inspiratória = Capacidade vital (é o volume máximo de ar que pode ser expelido dos pulmões, após uma inspiração máxima, é medida pelo expirômetro)


Volume Residual + Volume da Reserva Expiratória + Volume Corrente + Volume da Reserva Inspiratória = Capacidade Total.

 

Fontes : Super Sub (Santarelli) / Caça Sub - Fundamentos e Técnicas