Técnicas de Pesca Sub
- Adaptando ao meio ambiente
Aprenda a escutar o mar
Aproximação do peixe - Barotrauma
- Compensação e capacidade pulmonar
- Disparo - primeiro e segundo tiro
- Embarque dos pescados
- Equilíbrio e lastreamento
- Como fazer um atrator
- Observação de fundos e tocas
- Observação pela superfície
- Pesca Sub em águas sujas
- Pesca no azul
- Pesca Sub em equipe
- Pesca Sub em noturna
Preparo físico de um pescador - Respiração carpa (apnéia)
- Saída praia (morey)
- Segurança na pesca Sub
- Técnica de Frenzel
- Técnica de espera e Técnicas de Compensação
- Virada três tempos
- Dicas de Navegação
- Peixes Esportivos
1 º Disparo
As armas de caça submarina
não tem massa de mira, e mesmo que
tivessem, de pouco adiantaria. A mira se faz no prolongamento do braço,
acertando a linha de visada ao longo do cano da arma, procurando guiar
o tiro por aproximação. No momento do tiro o caçador
deve permanecer imóvel, para evitar o desvio do arpão.
No sentido de conseguir melhor precisão, o caçador deve
encostar a parte posterior da arma junto à face lateral da
máscara. Em ordem de preferência e, se pudéssemos
escolher o melhor ponto de impacto do arpão, em primeiro lugar
viria o cérebro.
É o ponto mais mortal do peixe onde conseguimos “apagá-lo”,
isto significa imobilizá-lo totalmente, impedindo-o de se refugiar
nas tocas ou debater-se tentando se livrar do arpão. Este tiro
é frontal, e atinge o peixe de cima para baixo. No caso do
peixe se apresentar de lado, o caçador deve procurar acertar
o tiro o mais próximo possível da cabeça e, de
preferência, na metade superior, tomando como base o inicio
da linha lateral com o opérculo branquial.
Devemos considerar que os peixes não tem sensibilidade dolorosa.
Desta forma, ao serem atingidos no centro do corpo, por exemplo, continuam
com toda a vitalidade, procurando de toda forma desvencilhar do arpão
que, por vezes “rasgam” e o caçador perde sua presa.
Acertar um peixe de passagem, que passam velozmente na frente do caçador,
a mira deve ser na direção da boca que, com a somatória
do movimento do peixe com a velocidade do arpão, certamente
será atingida nas proximidades do opérculo branquial.
Deve-se ter em mente que no momento do tiro o braço deve estar
estendido e firme de forma a oferecer o máximo de apoio e resistência
ao recuo da arma, devido a densidade da água, sabe-se que o
arpão precisa de força para acelerar e vencer sua resistência
e, se no momento do tiro o braços estiver “mole”
não conseguira os mesmos resultados.
Disparar a arma muito próximo à peixes grandes, pode
ser contraproducente, pois devido ao mecanismo propulsor das armas,
o arpão precisa percorrer um espaço fora do bocal, para
adquirir total aceleração e eficácia no impacto,
assim, a distância ideal do tiro com armas pneumáticas
é de 1,50 a 2,00 metros a partir do bocal.

2º Disparo
Muitas vezes podemos nos deparar com a necessidade de um segundo tiro, quer seja para retirar um peixe da toca como garoupa, ou mesmo para assegurar a recuperação de um olho-de-boi. Nestes casos é fundamental que os caçadores estejam munidos de equipamentos perfeitamente funcionais, para evitar perda de tempo que pode custar a perda do peixe. A bóia poderá ser de grande ajuda nestes casos, pois poderá fornecer de imediato um segundo arpão, um bicheiro, uma lanterna pequena e potente . O caçador deve manter preparado no seu equipamento um arpão reserva desprovido de farpa que servirá para apagar um peixe entocado, ao mesmo tempo que permite a retirada do arpão com facilidade.
Fontes : Super Sub (Santarelli) / Caça Sub - Fundamentos e
Técnicas
